De quem é a culpa, sua ou nossa?

Hoje, me deparei com uma cena assustadora (embora venha acontecendo muito ultimamente), mas uma coisa é ouvir falar ou ler relatos sobre, outra coisa é “presenciar”.
Pela manhã, quando ia para o curso, ao descer do ônibus me de deparei com um grupo de pessoas, entre homens e mulheres, todos reunidos e eufóricos em volta de um rapaz que aparentava ter entre 16 a 20 anos, deitado sob o asfalto, assustado e bastante apavorado. Ele chorava, e tinha razão de está apavorado, foi pego depois de roubar no ônibus, e como estava cercado e provavelmente já devia ter apanhado “um pouco”, temia que o pior pudesse acontecer.
Enquanto o grupo xingava e cuidava para que o mesmo não fugisse, o segurança do prédio ao lado, gritava que o “bandido de via ser morto” que “merecia um tiro na testa”, o que possivelmente teria acontecido se outros seguranças não tivessem intervido, talvez não com um tiro, mas por meio de espancamento, a conhecida “justiça com as próprias mãos” que parece ser justificável devido a atitude errônea do rapaz.
Eu estava com dois amigos, e saímos dali refletindo sobre as palavras do segurança, que era a favor do espancamento. Este é mais um dos casos que estamos acostumados a ver, ninguém parece preocupado em analisar a questão a fundo, as pessoas só se preocupam com a “punição”, mesmo que tenham que fazer isso a próprio punho. Não importa as dificuldades que aquele cidadão tem passado, as oportunidades que lhes foram negadas, as influências negativas frequentes em sua vida, a educação que nunca tenha tido acesso, enfim, não sei quais termos se aplicam a questão, e nem estou do lado de ninguém. Só quero frisar o quanto  estamos sendo radicais, nos comportamos como se a culpa não fosse nossa. Mas será mesmo que nós não temos nenhuma parcela de culpa? será que somos apenas vitimas? Por quê este tipo de coisa vem acontecendo com tamanha frequência? Por quê cobramos uma posição dos governantes, só eles podem fazer alguma coisa ou estamos repassando nossas responsabilidades?
Do que adianta ficar horroriza ou indignada diante de uma cena de “covardia”, onde “todos” espancam “um” por ter cometido um erro imperdoável e incompreensível se eu também for culpada, ou pior, se me me calo e finjo que o problema não é meu? A reflexão pode ser falha e repetitiva, mas é real. Estamos em ano de eleição, e continuamos a cometer os mesmos erros. Votar nos descompromissados de sempre, e  sermos punidos cada vez que uma cena dessa vier a se repetir, a diferença está nas punições, uns serão punidos com surras em vias públicas e outros com grades nas janelas e portas de suas residências, e ao sair tendo seus pertences roubados por desconhecidos que de certa forma também é uma vitima.
Por fim, acredito que irei presenciar muitas cenas como estás, infelizmente, mas talvez nem todas me façam refletir sobre algo de tamanha importância. Afinal, nos tornamos mais humanos quando passamos a questionar nossas próprias atitudes em relação ao outro.

Uma das 10 (dez) marcas com melhores imagens para o consumidor brasileiro (O Boticário)

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“Imagens mais Positivas:

O Boticário é a marca com melhor percepção entre os consumidores brasileiros, aponta ranking criado pela BrandIndex, empresa de pesquisa de mercado Britânica.

A lista á criada para medir as imagens mais positivas entre as marcar, e a atenção que os consumidores dedicam aos produtos – o que eles chamam de “ruído positivo”, uma maneira de testar a eficácia de estratégia de marketing. Uma das perguntas feitas é:

“Se você ouviu alguma coisa sobre a marca nas últimas duas semanas, através de publicidade, notícias ou boca a boca, foi positivo ou negativo?”.”